sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Flagelo do Aquecimento Global


O Aquecimento global é um fenómeno climático de larga extensão, um aumento da temperatura média superficial global que vem a acontecer nos últimos 150 anos. O significado deste aumento de temperatura é objecto de análise por parte dos cientistas. Causas naturais ou responsabilidade humana?
Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes de origem humana na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos retêm uma parte dessa radiação que seria reflectida para o espaço, em condições normais, mas não acontecendo isso faz com que essa parte retida cause um importante aumento do aquecimento global.
Denomina-se efeito de estufa à absorção, pela atmosfera, de emissões infravermelhas impedindo que as mesmas escapem para o espaço exterior, é tambem uma característica da atmosfera terrestre, sem este efeito a temperatura seria muito mais baixa, o aumento deste efeito contribui em grande escala para o desequilíbrio actual.
Os principais gases causadores do efeito de estufa são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) e CFCs (clorofluorcarbonetos). Actualmente as suas concentrações estão a aumentar, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumenta devido à sua libertação através da indústria, transportes e pela desflorestação (as plantas retiram o dióxido de carbono da atmosfera).
A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.5 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.
Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas que estão a diminuir, do aumento do nível global dos mares, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo. Maiores períodos de seca, furacões mais intensos e inundações são cada vez mais frequentes. Devido a estes factos foi assinado o Protocolo de Quioto que visa a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa, contudo os EUA, o maior poluidor mundial, ainda não assinou esse protocolo.

O coordenador do projecto europeu Damocles, Jean-Claude Gascard, lembrou que "500 mil quilômetros quadrados adicionais são perdidos a cada ano", alertou tambem que "neste ritmo, o banco de gelo no verão terá desaparecido até 2023", muito antes do previsto pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), se o degelo registrado no verão do hemisfério norte continuar no actual ritmo, o que causaria grandes transtornos climáticos na Europa.
A grande diminuição do banco de gelo no final do verão foi constatada pelos cientistas da embarcação Tara, que faz parte do programa europeu Damocles e que começou sua expedição pelo Ártico em setembro de 2006.

O clima na maioria dos lugares tornará-se mais quente; em alguns, no entanto, a temperatura será mais fria. No Canadá, na Rússia e na Escandinávia, por exemplo, devem ocorrer processos mais rápidos de aquecimento. Isso se deve, em parte, ao feedback positivo causado pelo degelo, que será mais intenso. A boa notícia é que plantações e árvores crescerão melhor. A má é que grande parte das áreas da superfície, da mais quente à mais fria, devem se aquecer mais do que a média. O aquecimento será mais intenso no interior dos continentes, porque a circulação dos oceanos terá influência moderadora sobre as áreas costeiras.
Por um lado os oceanos vão retirar o calor da superfície nas áreas costeiras ou, pelo menos, daquelas que restarem depois que o nível dos mares subir
Por outro lado algumas das regiões mais quentes devem sofrer algumas das maiores elevações de temperatura. Grande parte da Ásia do oeste da China até a Arábia Saudita, que regularmente enfrenta temperaturas acima de 40ºC, deve sofrer elevações de 7ºC até o ano 2100. O norte da África e o sul da Europa também devem passar por grande aquecimento. Países com forte influência do mar e clima equilibrado hoje como Irlanda, Nova Zelândia e Chile sofrerão menores mudanças.

Outras tendências no planeta, muitas já evidentes, apontam aquecimento maior à noite durante o inverno. Isso sugere menos neve e mais chuva, além de estações de cultivo sem geadas prolongadas nas latitudes medianas.

A água irá desaparecer de lugares onde é esperada e necessária e reaparecerá onde é inesperada, ou simplesmente se tornar imprevisível. Como o aquecimento torna a atmosfera mais energética, as taxas de evaporação e formação de nuvens e tempestades deverão aumentar, embora os efeitos dessas mudanças possam variar conforme a localização.
Um dos grandes problemas do aquecimento global são as doenças, ou seja um mundo mais quente permitirá que mosquitos levem doenças, como malária e dengue, a países fora dos trópicos, o que irá contribuir para uma provável extinção de pessoas em certas zonas do globo.

Sugestão Literária: SÉTIMO SELO - José Rodrigues dos Santos


Um cientista é assassinado na Antárctida e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666.
O mistério em torno do número da Besta lança Tomás numa aventura de tirar o fôlego, uma busca que o levará a confrontar-se com o momento mais temido por toda a humanidade.
O Apocalipse.
De Portugal à Sibéria, da Antárctida à Austrália, O Sétimo Selo transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da humanidade.
Baseado em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta com este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta.
Prepare-se para o choque.


Um livro que aborda um dos temas mais importantes dos nossos dias, se não mesmo o mais importante e que infelizmente as pessoas conhecem-no mas não se preocupam em tentar muda-lo e não lhe dão a importância necessária que seria impulsionadora para travar este flagelo...


Uma excelente escolha literária para quem gosta de ler temas controversos e verídicos..Aconselho vivamente


domingo, 23 de dezembro de 2007

PsicologiA: Aula aberta

"A vulnerabilidade das mulheres na sociedade portuguesa: uma questão de/para a ciência"

Aula aberta no INSTITUTO SUPERIOR MIGUEL TORGA, dia 3 de janeiro a partir das 14 horas..Como o próprio nome indica, qualquer pessoa pode assistir e colaborar desde que o faça civilizadamente..Esta aula aberta está a cargo de um grupo de alunos do 1º ano de Psicologia do ISMT, no âmbito da disciplina de Epistemologia das Ciências Humanas, conduzida pela Dra.Teresa Alves do Hospital Psiquiátrico Magalhães Lemos e moderada pela Mestre Rosa Lopes Monteiro, nossa professora desta disciplina.Por se tratar de um tema interessante e sempre actual, solicitamos a vossa comparência de maneira a que esta iniciativa seja bem sucedida e que possa abrir novos horizontes em futuras iniciativas deste género.

Faço parte do grupo responsável por esta iniciativa, juntamente com:


Carla Santos
Joana Silva
Catarina Abreu
Paulo Ferreira